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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Camisa FC (Parte 3)


A camisa da vez é do time inglês Cambridge United. Por mais incrível que possa parecer o símbolo do clube é esse mesmo da foto ao lado. É fácil perceber que no Brasil esse time seria motivo de piada, trocadilhos e tudo o mais. “Esse time é um c*”, “Desse time só deve sair m*”, e tantos outros que a criatividade popular não perdoaria. Na Inglaterra esse time não sofre com esse problema em específico, talvez o problema maior esteja dentro das quatro linhas.
A cidade de Cambridge, conhecida como uma cidade universitária, devido as grandes instituições de ensino, parece não ser destinada a ensinar o futebol. Esse modesto clube foi fundado em 1912 como Abbey United, só se profissionalizou em 1949 e em 1951 veio a se chamar Cambridge United.
É de se notar que essa camisa carrega as mesmas cores do meu querido Criciúma, mas existem outras coincidências entre esses dois times. Ambos viveram sua época áurea nos finais dos anos 80 e início dos anos 90, lógico que em proporções diferentes. O United conseguiu resultados extraordinários chegando até as quartas-de-final da FA Cup, um dos principais torneios da Inglaterra, por duas vezes seguidas, nas temporadas de 1989-90 e 1990-91. E no mesmo ano em que o Tigre se sagrava campeão nacional pela primeira vez, o United fazia o mesmo pelos campos ingleses. Enquanto o Criciúma levantava a taça da Copa do Brasil, o Cambridge comemorava o título da 3ª Divisão Inglesa.
Esse foi o auge do The U’s, que a partir de então não conseguiu mais ter o mesmo sucesso. Passou por problemas financeiros e atualmente se prepara para a disputa da Blue Square BET Premier, ou pra quem preferir, a 5ª Divisão da Inglaterra.


Essa postagem é dedicada a minha irmã Munike, minha maior fornecedora de camisas. Enquanto fazia intercâmbio na cidade de Cambridge, conseguiu comprar essa bela e rara camisa. Valeu Nike!

sábado, 2 de julho de 2011

Camisa FC (Parte 2)

Passada a ressaca da Libertadores, mostrar-vos-ei mais uma camisa de minha coleção. Trata-se do conhecidíssimo time espanhol Real Ávila. Conhecidíssimo entre os habitantes da pacata cidade de Ávila, ou nem tanto assim.
Consegui adquirir essa camisa em uma viagem que eu fiz com minha família no começo do ano, na qual tive a oportunidade de conhecer essa fantástica cidade.
Para situá-los, essa cidade espanhola com pouco mais de 50 mil habitantes, traz consigo um conteúdo histórico muito grande. Sua muralha cercando a parte antiga da cidade, juntamente com as igrejas conservadas tal como foram construídas, fazem de Ávila um Patrimônio Histórico da Humanidade. É fácil se surpreender ao andar pelos 2516m de muralha, classificada por muitos como a maior e mais conservada da Europa.

            A cidade mais alta de Espanha, por ser localizada num ponto estratégico muito bom, passou por diversos conflitos e batalhas, e reinaram por lá Visigodos, Romanos, Árabes e outros povos. Com tantos conflitos, a cidade passou por uma fase decadente, e só veio a se reerguer com a construção da muralha no século XI, trazendo pessoas de diversos cantos, sendo eles católicos, mouros e judeus, com o objetivo de erguer a muralha e a economia da cidade.
           

Além de ser caracterizada por essa miscigenação cultural, Ávila é também famosa devido ao misticismo que envolve a cidade, sendo palco de diversas discussões e convenções tratando desse assunto. Santa Teresa de Ávila, a religiosa que fundou a Ordem das Carmelitas Descalças e que é considerada a Doutora da Igreja e padroeira dos professores é responsável por algumas dessas obras místicas. Suas ideias podem ser vistas até hoje através de suas obras e pensamentos. Nascida em 1515 em Ávila, Teresa traz consigo uma história muito interessante e que vale a pena ser pesquisada.
            Mas, voltando à camisa, que é o que interessa – são tantas coisas interessantes envolvendo essa cidade que eu acabo me prolongando demais hehe – existe também uma história divertida na busca pela mesma.
            Bom, chegando à cidade num domingo à noite, demos uma volta rápida pelas redondezas do hotel e fomos dormir. No dia seguinte, vimos um cartaz se referindo a uma partida de futebol, convocando a torcida para comparecer. O problema era que essa partida havia sido no dia anterior. Jogo perdido, mas um objetivo nos veio à tona. A partir daquele momento era necessário encontrar a camisa desse bendito time chamado Real Ávila.
            Voltando ao hotel, fomos dar uma pesquisada para ver qual a situação desse time. Descobrimos que o Real Ávila Club de Fútbol foi fundado em 1923 e que atualmente joga a terceira divisão do futebol espanhol. E um dado curioso que até então eu desconhecia é que os times que tem o Real no nome são assim denominados após o Rei dar a Ordem Real ao time. Então o Ávila FC acabou virando Real Ávila CF depois que o Rei Alfonso XIII concedeu tal honraria, no ano de 1925.

       Sabendo um pouco mais do time, fomos atrás da camisa. Passamos por algumas lojas esportivas e pedíamos, num portunhol forçado, por camisas de times de futebol. As atendentes das lojas nos indagavam “Real Madri? Barça? Espanha?”, e eu e meu pai com cara de quem foi comprar eletrodoméstico numa fruteira dizíamos “Real Ávila?!”. As atendentes se olhavam e não entendiam, e a única resposta que ouvíamos era “Perdón, no hay”. A surpresa dos atendentes era tanta que começamos a desconfiar de que éramos os primeiros a procurar por tal camisa.


Até que chegamos numa loja próxima do Estádio Municipal Adolfo Suarez, na qual o atendente nos informou que o time costuma treinar no período noturno e quem sabe poderíamos adquirir alguma camisa com eles, porque em lojas era bem difícil. Passamos no estádio e recebemos a informação que a loja do clube só abria em dia de jogos, o que impossibilitaria a nós conseguir a camisa, pois estaríamos de partida antes de acontecer o próximo jogo. A única solução que nos restou era aparecer no treino e pedir uma camisa. Carregando uma do Tigre nas mãos lá fomos nós em busca de quem sabe uma troca. Chegando lá, avistamos um homem que parecia fazer parte da comissão técnica. Falamos sobre a nossa situação, sobre a identificação com o time devido o sobrenome, enfim, não precisou muito pra ele entrar no vestiário e nos trazer duas camisas do Real Ávila. Nós perguntamos ainda quanto ia nos custar e ele simplesmente disse que não havia necessidade de qualquer pagamento. Desconfio que aquelas camisas sejam mais antigas e já inutilizadas pelos jogadores, mas naquela situação em que nos encontrávamos não tinha do que reclamar. Pelo contrário, depois daquele presente que o Real Ávila nos deu, fizemos questão de presentear o Clube com uma camisa do Tigre, fechando assim a nossa busca incansável pela camisa.


 Nessa temporada, o Real Ávila acabou ficando em 7º na 2ªB, mas continuaremos mandando forças pra que esse simpático time cresça.
            Avante Real Ávila!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Camisa FC

Hoje eu abri meu guarda-roupa e vi quanta camisa de time de futebol eu tenho. São diversas, de times de diferentes países, seleções, umas conhecidas, outras tantas pouco populares. Mas o mais importante é que cada uma carrega uma história. Está lançado aqui o “Camisa FC”, onde irei expor aqui as camisas que eu tenho e contando algum fato curioso envolvendo a mesma.
Pra começar, vou falar da camisa do Peñarol em homenagem ao renascimento no cenário continental desse grande time uruguaio. Chegando novamente a uma final de Libertadores, o que demonstra, quem sabe, a volta dos tempos áureos do futebol celeste.
Bom, essa camisa eu ganhei já fazem uns 5 anos. Foi comprada pelo meu pai em uma viagem para o Uruguai. E o motivo mais marcante de nós termos adquirido essa camisa é, sem dúvida, as cores que lembram o nosso glorioso Criciúma EC.
Mas já que estamos entrando numa área bem mística que é o futebol, devo dizer que essa camisa traz consigo certa maldição para com os times brasileiros. E como bom apreciador de futebol que sou carrego comigo certas superstições. Dizem que, em um campo de futebol, até um ateu acredita em alguma força maior. Esse é o futebol. Mas para provar essa maldição nada mais justo do que relatar os fatos ocorridos.
A primeira amostra de azar para os brasileiros foi no ano passado, Copa do Mundo, Brasil x Holanda. Estão lembrados? Não adianta culpar o Júlio Cesar pela falha no gol, ou o Felipe Melo pela delicadeza com o Robben, e tampouco o glorioso Dunga. A culpa é toda da camisa. Exato! Estava lá eu assistindo a tal partida com os amigos, vestindo a dita cuja e eis que acontece o que aconteceu.

“Ah Guga, isso é coincidência!”, “O time da Holanda era forte!”.

Não é bobagem o que estou dizendo. Darei mais provas do poder dessa camisa.
Pasmem agora. O dia era 04/05/2011, uma quarta-feira, e eu inventei de usá-la. Nesse dia, e só nesse dia, quatro times brasileiros foram eliminados na Taça Libertadores da América. Mais uma coincidência?! Não, não. Grêmio, Internacional, Fluminense e até o favoritíssimo Cruzeiro deixaram a competição. Culpa de quem?! Da camisa!
            Talvez alguém venha e diga para mim que essa camisa dá azar sempre. O que não é verdade. É uma camisa que tem uma opinião própria, sabe a quem favorecer. Acho melhor até eu me referir a ela como a Sra. Camisa. Muito formal, né?! A Camisa então. Não adianta eu torcer pra um time, se naquele dia a Camisa decidir pelo o outro. Na verdade podemos dizer que ela é uma camisa altamente nacionalista, patriota. É só a gente ver que ela estava presente quando o Uruguai venceu Gana nos pênaltis na última Copa do Mundo, e você que viu esse jogo sabe que não foi um jogo qualquer. Existia algo maior rondando aquele gramado, existia algo diferente naquele dia. A Camisa?! Provavelmente. Além, é claro, das partidas do próprio Peñarol nessa Libertadores. Classificações devido à raça, à garra uruguaia?! Não! É a Camisa! Em jogos do Peñarol, cá estava eu vestindo-a.
Eis que agora se cruzam o Santos, um time brasileiro, contra o próprio Peñarol.
Por isso, desde já, eu vos digo, que o futuro do Santos e do time uruguaio depende de apenas uma pessoa. Neymar? Não! Muricy? Nunca! Martinuccio?! Tampouco. O destino de ambas as equipes está na opção minha de utilizar ou não a Camisa nos próximos dias 15 e 22 de Junho.
            Torço muito para que o Peñarol erga a taça no dia 22, mas ao mesmo tempo a minha vontade de assistir um jogo entre esse timaço do Santos contra a seleção do Barcelona no Mundial em Dezembro é muito grande.
            Que dilema! Usar ou não usar?! Deixá-la guardada nesses dias, bem escondidinha ou deixá-la influenciar na sorte dessas duas equipes. Ajudem-me!