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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Causos Tricolores (Parte 3)


Vamos voltar pouco mais de três anos. O dia era 02/08/2008. Excursão rumo a São Paulo. Toda a família no ônibus, desde o priminho até a vó, além, é claro, dos guerreiros que estão sempre juntos acompanhando o Tigre. O adversário: o Corinthians (É Curíntia, Mano!).
O fato mais curioso foi na hora de ir ao estádio. O jogo válido pela Série B, iria acontecer no Pacaembu, com início às 16h. Saímos por volta das 14:30h em direção ao campo, porém tivemos um contratempo nesse trajeto. Chegou num ponto em que o ônibus não conseguia passar por debaixo de um viaduto, o que impossibilitaria do mesmo chegar até o estádio. O único jeito era ir caminhando. 
Era um dia agradável. Tinha sol e pouco vento. Nós, com a camisa do Tigre, tivemos de ir com casacos por cima para evitar confusão. Lá fomos nós. Segundo o que um policial nos informou, o trajeto daria cerca de dois quilômetros. Mas que quilômetro mais grande esse de São Paulo! Não chegava nunca. E aí já eram por volta de 15:15h, 15:30h. E quanto mais a gente andava, mais torcedor do Corinthians aparecia. E de repente a gente se viu andando no meio deles. Todos com a camisa do Corinthians e nós encasacados, escondendo o manto sagrado tricolor, como se aqueles casacos fossem nossos coletes a prova de bala, com eles estaríamos a salvo. O momento de mais apreensão foi quando um corintiano abordou a minha tia e pediu pra ela tirar a camisa do meu primo, que tinha por volta de seis anos na época, só pelo fato de ela ser verde, uma cor não muito querida por aquelas bandas. Fico imaginando o que seria de nós sem aqueles casacos. Sempre tem um sem noção. 
Mas enfim, chegamos ao estádio, tudo tranquilo. Compramos os ingressos, adentramos no recinto e nos libertamos dos “coletes”. Ali era nossa área, ali poderíamos gritar a vontade, demonstrar todo nosso amor pelo Tigre. Foi um jogo empolgante, apesar do 0x0 no placar final. O Criciúma fez uma boa partida, muito atípico do que apresentou no resto do campeonato e conseguiu sair de lá com um pontinho. Já nós, saímos com a experiência de caminhar por entre espinhos, nadar ao lado de tubarões, atravessar um rio cheio de jacarés. Não é nada disso. Foi só uma caminhada no meio da torcida do Corinthians. Tranquilinho, tranquilinho.
Segue abaixo algumas fotos.

                    
A diretoria a caminho de São Paulo

 Passinhos, Thicos e eu

 Entrada dos times no Pacaembu

Dalhe Tigre!!

Parceirão de estrada!

Aguardem que tem muito mais ainda!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Causos Tricolores (Parte 2)

Lá vamos nós para mais um causo envolvendo o glorioso Tigrão! Era no ano de 2002. Início daquele ano. Em pleno verão, na Praia da Rincão. O Criciúma estava disputando a Copa Sul-Minas e na 7ª rodada enfrentaria o Atlético Paranaense em casa.
Enquanto isso, no Rincão, mais especificamente na Rua 53, o pessoal tentava convencer o vizinho Paraná a apostar um barril de chopp nesse embate entre as duas equipes. Toda festa e churrasco que havia na rua o canto que mais ecoava era "Um barril de chopp o Paraná vai pagar! Hei! Hei! Hei!". E nessa insistência, o glorioso Paraná aceitou a aposta.
Eis que chegou o dia do esperado jogo. 16 de fevereio de 2002, às 16h. O sol brilhava, um dia perfeito para ficar na praia. Mas naquele calor o que faltava era o chopp, e foi atrás disso que os guerreiros da Rua 53 levantaram acampamento e com suas camisas nas mãos foram até o majestoso incentivar o Tigrão. Enquanto que naquela mesma rua, o Paraná jogava sua canastra e tomava seu chimarrão, totalmente despreocupado com o jogo. Essa despreocupação se devia principalmente pelo fato do Atlético ser o então detentor do título brasileiro, com Kleberson e Kleber Pereira voando. Mas mal sabia ele que do outro lado o Tigre tinha o faro de gol de Lobão. "Anderson Lobão! É o número 9 brilhando na camisa tricolor, tricolão, tricolasso!", narraria Mario Lima depois dos dois gols da fera. Placar final 2x1 pro Tigre e chopp garantido!

Garantido?!

Aí que começa a história principal, naquele verão a aposta não foi paga. O chopp ficou somente para o próximo ano. 
Então lá vamos nós agora para o verão de 2003. Só alegria! Tigrão retornando a série A, com o título da B! Mês de Janeiro, mês em que eu faço aniversário, eis que surge a ideia de se fazer uma festa, com o pagamento do chopp, um churrasquinho e nada mais justo que convidar a pessoa que teve grande parcela de responsabilidade naquilo que estava acontecendo: Anderson Lobão. Já tínhamos até combinado de fazer uma partidinha de futebol depois. Eu, meu pai e o Lobão contra o resto da rua.
Enfim, chegado o esperado dia da festa. Eu, já um tanto ansioso pelo fato de um jogador do Tigre estar vindo na minha festa de aniversário, fui pego de surpresa quando vi chegando na minha casa todos os jogadores do Tigre. Imaginem uma criança feliz?! Esse era eu! Paulo Baier, Dejair, Cleber Gaucho, Paulo Cesar, Delmer, Cametá e tantos outros. Só fera! Aí os meus amigos diziam "Então tá fechado o time? Tu, teu pai e o Lobão contra nós?!". Aí era sacanagem hehe. Aquela festa correu a noite, os jogadores com a família, o saudoso Pastel assando o churrasco e perguntando para o zagueiro Luciano, que carregava um monte de carne, se aquilo tudo era para o mês inteiro, além do pagodinho entre os jogadores e com certeza o chopp. Estava paga a dívida.
Dia memorável pra quem vivenciou aquilo, a confraternização entre nós, torcedores apaixonados pelo tigre, junto com aqueles que nos fizeram mais felizes com o título brasileiro. 
Só uma coisa ficou mal contada e até hoje se atribui a culpa à festa. No fim de semana seguinte o Tigre enfrentou o Tubarão fora de casa e acabou perdendo por 4x2. Até hoje ninguém naquela rua se esquece dos nomes de Marcelo Fumaça e Rodrigo Gasolina que infernizaram naquele jogo. Mas isso é só um detalhe que é legal de deixar registrado, porque, querendo ou não, vira história.

Esse causo eu escrevo em homenagem ao meu pai que realizou o sonho de um filho e principalmente ao eterno Plínio Serafim, torcedor apaixonado pelo tigre e grande amigo, responsável direto pelo contato com os jogadores naquela ocasião, mas que já não está mais entre nós.

Segue abaixo algumas fotos daquele dia:

Aí a surpresa da chegada dos jogadores do Tigre

Destaque pro Paraná de camisa branca, em pé, no lado esquerdo. "Um barril de chopp, o Paraná vai pagar!"

Aí o Duka e o nosso capitão!


A gurizada aí: Guilherme, eu, Marcos, Anderson, Alessandro, Westrup, Marinho, Marcelo, Thiago e Nike.

Plínio e o pai! Esses sim são feras!


Em pé: Paulo Baier, Dejair (escondido), Luciano Amaral, Alexandre, Cleber Gaucho, Saulo, Delmer e Etto
No meio: Luciano e o grande Anderson Lobão
Agachados: Eu, Paulo Cesar, Dudu e Cametá

Até a próxima!

sábado, 26 de março de 2011

Causos Tricolores

Que eu tenho o Criciúma EC como uma das minhas paixões é evidente pra quem me conhece, mas esse amor surgiu desde pequeno devido a influência do meu pai, outro apaixonado pelo Tigre. E, juntos, já passamos por vários casos curiosos e engraçados envolvendo esse time.
Mas nesse meu primeiro texto vamos voltar mais de 20 anos. Eu não estava nem planejado pra nascer, mas pelo fato de eu ouvir inúmeras vezes essa história contada e vivida pelo meu pai, eu me sinto na segurança de contar o ocorrido.

Foi no ano de 1989, o Criciúma havia conquistado o Campeonato Catarinense , e depois do jogo, os jogadores e um grupo de torcedores (entre eles estava meu pai) foram comemorar o título no antigo restaurante Tigrão (atual Coliseum). A taça João Hansen Junior foi levada junto nessa comemoração. Depois de algumas horas de festa e cerveja, meu pai (Magrão) e mais dois amigos (Nereu e Fabrício) olharam para a taça, a taça olhou pra eles e num momento oportuno a taça já não estava mais na festa. Pois então, saíram os três com a taça pela cidade com o principal objetivo: levar o troféu até as pessoas que não puderam ir ao jogo. Eram três jovens pela madrugada, batendo fotos com o guarda da prefeitura, porteiros de prédios, atendentes de farmácias que se encontravam abertas e a festa continuou em outros restaurantes e bares.
Enfim, no outro dia a taça retornou ao seu devido lugar, na galeria de troféus do Tigre, com uma diferença, voltou um pouquinho torta. Ficou até mais charmosa, eu diria. hehe
Bom, eu acho legal essa história porque mostra também uma cultura diferente de que se tinha na época. Jogadores e torcedores juntos, uma identificação bem maior com o clube. E no fim essa brincadeira não passou de uma brincadeira. Se fosse nos dias de hoje talvez a brincadeira tivesse uma repercussão negativa, até porque o politicamente correto é moda e o mundo está cada vez mais chato.

Segue abaixo a matéria divulgada pelo então jornalista do JM, David Coimbra:
Incólume, David? Quase né... hehe

Abaixo mais imagens (tão meio ruins por serem fotos tiradas de fotos):

Na Drogaria Catarinense, com os plantonistas

Com as personalidades do Bar do Panterão

Foto com o guarda da Mina Modelo

Com o guarda do Criciúma Clube

E até acordando a Vó Genir pra festa

Por enquanto é isso. Mas aguardem, porque causos é o que não falta.