terça-feira, 12 de abril de 2011

Causos Tricolores (Parte 2)

Lá vamos nós para mais um causo envolvendo o glorioso Tigrão! Era no ano de 2002. Início daquele ano. Em pleno verão, na Praia da Rincão. O Criciúma estava disputando a Copa Sul-Minas e na 7ª rodada enfrentaria o Atlético Paranaense em casa.
Enquanto isso, no Rincão, mais especificamente na Rua 53, o pessoal tentava convencer o vizinho Paraná a apostar um barril de chopp nesse embate entre as duas equipes. Toda festa e churrasco que havia na rua o canto que mais ecoava era "Um barril de chopp o Paraná vai pagar! Hei! Hei! Hei!". E nessa insistência, o glorioso Paraná aceitou a aposta.
Eis que chegou o dia do esperado jogo. 16 de fevereio de 2002, às 16h. O sol brilhava, um dia perfeito para ficar na praia. Mas naquele calor o que faltava era o chopp, e foi atrás disso que os guerreiros da Rua 53 levantaram acampamento e com suas camisas nas mãos foram até o majestoso incentivar o Tigrão. Enquanto que naquela mesma rua, o Paraná jogava sua canastra e tomava seu chimarrão, totalmente despreocupado com o jogo. Essa despreocupação se devia principalmente pelo fato do Atlético ser o então detentor do título brasileiro, com Kleberson e Kleber Pereira voando. Mas mal sabia ele que do outro lado o Tigre tinha o faro de gol de Lobão. "Anderson Lobão! É o número 9 brilhando na camisa tricolor, tricolão, tricolasso!", narraria Mario Lima depois dos dois gols da fera. Placar final 2x1 pro Tigre e chopp garantido!

Garantido?!

Aí que começa a história principal, naquele verão a aposta não foi paga. O chopp ficou somente para o próximo ano. 
Então lá vamos nós agora para o verão de 2003. Só alegria! Tigrão retornando a série A, com o título da B! Mês de Janeiro, mês em que eu faço aniversário, eis que surge a ideia de se fazer uma festa, com o pagamento do chopp, um churrasquinho e nada mais justo que convidar a pessoa que teve grande parcela de responsabilidade naquilo que estava acontecendo: Anderson Lobão. Já tínhamos até combinado de fazer uma partidinha de futebol depois. Eu, meu pai e o Lobão contra o resto da rua.
Enfim, chegado o esperado dia da festa. Eu, já um tanto ansioso pelo fato de um jogador do Tigre estar vindo na minha festa de aniversário, fui pego de surpresa quando vi chegando na minha casa todos os jogadores do Tigre. Imaginem uma criança feliz?! Esse era eu! Paulo Baier, Dejair, Cleber Gaucho, Paulo Cesar, Delmer, Cametá e tantos outros. Só fera! Aí os meus amigos diziam "Então tá fechado o time? Tu, teu pai e o Lobão contra nós?!". Aí era sacanagem hehe. Aquela festa correu a noite, os jogadores com a família, o saudoso Pastel assando o churrasco e perguntando para o zagueiro Luciano, que carregava um monte de carne, se aquilo tudo era para o mês inteiro, além do pagodinho entre os jogadores e com certeza o chopp. Estava paga a dívida.
Dia memorável pra quem vivenciou aquilo, a confraternização entre nós, torcedores apaixonados pelo tigre, junto com aqueles que nos fizeram mais felizes com o título brasileiro. 
Só uma coisa ficou mal contada e até hoje se atribui a culpa à festa. No fim de semana seguinte o Tigre enfrentou o Tubarão fora de casa e acabou perdendo por 4x2. Até hoje ninguém naquela rua se esquece dos nomes de Marcelo Fumaça e Rodrigo Gasolina que infernizaram naquele jogo. Mas isso é só um detalhe que é legal de deixar registrado, porque, querendo ou não, vira história.

Esse causo eu escrevo em homenagem ao meu pai que realizou o sonho de um filho e principalmente ao eterno Plínio Serafim, torcedor apaixonado pelo tigre e grande amigo, responsável direto pelo contato com os jogadores naquela ocasião, mas que já não está mais entre nós.

Segue abaixo algumas fotos daquele dia:

Aí a surpresa da chegada dos jogadores do Tigre

Destaque pro Paraná de camisa branca, em pé, no lado esquerdo. "Um barril de chopp, o Paraná vai pagar!"

Aí o Duka e o nosso capitão!


A gurizada aí: Guilherme, eu, Marcos, Anderson, Alessandro, Westrup, Marinho, Marcelo, Thiago e Nike.

Plínio e o pai! Esses sim são feras!


Em pé: Paulo Baier, Dejair (escondido), Luciano Amaral, Alexandre, Cleber Gaucho, Saulo, Delmer e Etto
No meio: Luciano e o grande Anderson Lobão
Agachados: Eu, Paulo Cesar, Dudu e Cametá

Até a próxima!

sábado, 26 de março de 2011

Causos Tricolores

Que eu tenho o Criciúma EC como uma das minhas paixões é evidente pra quem me conhece, mas esse amor surgiu desde pequeno devido a influência do meu pai, outro apaixonado pelo Tigre. E, juntos, já passamos por vários casos curiosos e engraçados envolvendo esse time.
Mas nesse meu primeiro texto vamos voltar mais de 20 anos. Eu não estava nem planejado pra nascer, mas pelo fato de eu ouvir inúmeras vezes essa história contada e vivida pelo meu pai, eu me sinto na segurança de contar o ocorrido.

Foi no ano de 1989, o Criciúma havia conquistado o Campeonato Catarinense , e depois do jogo, os jogadores e um grupo de torcedores (entre eles estava meu pai) foram comemorar o título no antigo restaurante Tigrão (atual Coliseum). A taça João Hansen Junior foi levada junto nessa comemoração. Depois de algumas horas de festa e cerveja, meu pai (Magrão) e mais dois amigos (Nereu e Fabrício) olharam para a taça, a taça olhou pra eles e num momento oportuno a taça já não estava mais na festa. Pois então, saíram os três com a taça pela cidade com o principal objetivo: levar o troféu até as pessoas que não puderam ir ao jogo. Eram três jovens pela madrugada, batendo fotos com o guarda da prefeitura, porteiros de prédios, atendentes de farmácias que se encontravam abertas e a festa continuou em outros restaurantes e bares.
Enfim, no outro dia a taça retornou ao seu devido lugar, na galeria de troféus do Tigre, com uma diferença, voltou um pouquinho torta. Ficou até mais charmosa, eu diria. hehe
Bom, eu acho legal essa história porque mostra também uma cultura diferente de que se tinha na época. Jogadores e torcedores juntos, uma identificação bem maior com o clube. E no fim essa brincadeira não passou de uma brincadeira. Se fosse nos dias de hoje talvez a brincadeira tivesse uma repercussão negativa, até porque o politicamente correto é moda e o mundo está cada vez mais chato.

Segue abaixo a matéria divulgada pelo então jornalista do JM, David Coimbra:
Incólume, David? Quase né... hehe

Abaixo mais imagens (tão meio ruins por serem fotos tiradas de fotos):

Na Drogaria Catarinense, com os plantonistas

Com as personalidades do Bar do Panterão

Foto com o guarda da Mina Modelo

Com o guarda do Criciúma Clube

E até acordando a Vó Genir pra festa

Por enquanto é isso. Mas aguardem, porque causos é o que não falta.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Japão, EUA, Energia Nuclear... O que isso te faz lembrar?

"Japão pede ajuda aos EUA para controlar usinas nucleares". Essa era o título de uma reportagem tirada do portal G1. Santa ironia né?! Claro que muito tempo já se passou desde o fim da segunda guerra com o Japão totalmente destruído pelas bombas atômicas lançadas pelos norte-americanos. As relações são outras, o mundo vive outra época. Mas que é irônico, é!
Agora, nada irônico são as imagens da destruição no país nipônico. São cenas que chocam. E mais uma vez os japoneses terão de se reerguer numa situação parecida com a de um pós-guerra. Segundo agência da ONU, o caso nas usinas nucleares não será de uma "nova Chernobyl", com grandes chances de não haver vazamentos consideráveis de radiação. Vamos torcer!

Hiroshima, após a bomba atômicaJapão pós-tsunami                               

sexta-feira, 11 de março de 2011

- Pô Guga, posta algo aí!

- Bá, mas o que que tu queres saber?

- Ah, teve tanta coisa acontecendo nesse teus meses de inércia. Pensei que tu seria o primeiro a falar sobre as revoltas no mundo árabe, a vitória da democracia e tal.

- Eu não sei, cara. Tenho um certo receio de falar sobre essas coisas devido as tantas dúvidas que cercam esses conflitos. Se nós formos ver no Egito, por exemplo, o presidente deposto Mubarak, era do Partido DEMOCRÁTICO Nacional que havia derrubado a monarquia e transformado Egito em república, mas agora ele sai com claras acusações de autoritarismo, e seus 30 anos de governo se caracteriza facilmente numa ditadura.

- Então, cara! Que bom que tiraram esse Mubarak de lá!

- Bom sim, ótimo! Porém é necessário fiscalizar quem vai entrar. É muito fácil alguém entrar com o mesmo papo do Mubarak há 30 anos e gostar do osso, e ficar mais 30. A realidade ainda é muito turva. Só o tempo faz a história ficar mais clara. Sabe, na Tunísia foi a mesma coisa, o tal de Ben Ali chegou como salvador da pátria, com o país saindo de uma ditadura. Mas o tempo foi passando, e ele demonstrou ser tão ditador quanto o seu antecessor, perseguindo oposição e tendo graves acusações de violação dos direitos humanos.

- E como evitar esse tipo de coisa?

- Como saberei? É meio que instintivo do homem não querer largar o poder. Na verdade, quem sabe, os presidentes que hoje estão perdendo seus cargos foram depostos por não estarem mais agradando forças maiores. Quem será que financiou durante tanto tempo esses governos? Porque nunca houve uma intervenção internacional nessas claras ditaduras? Quem vai assumir esses países daqui pra frente? Alguém do interesse do povo ou alguém do interesse internacional? Por isso que eu não queria falar muito sobre esse assunto. É muita informação e pouca clareza dos fatos.

- Agora já falasse, né.

- Então, pra tua alegria, eu posto ai!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Se o rádio não toca... (Parte 2)

Lá vou eu citar mais um baiano maluco e genial. Dessa vez peguei uma música de Tom Zé pra servir de referência para algumas coisas que são válidas serem escritas e espero que lidas também.
Ouvindo a música Identificação do Tom Zé, fiquei pensando como a nossa vida é regrada através dos números, somos todos classificados, catalogados. Não querem saber meu nome, perguntam-me o CPF. Num feriadão anunciam o número de acidentes, o número de mortos. Pouco importa quem morreu, tudo acaba virando estatísticas. “E eu o que faço com esses números?”, cantaria Humberto Gessinger.
Classifica-se o melhor aluno pela nota, o melhor carro pelo preço. Essa mania de querer quantificar tudo, de querer analisar uma pessoa através de números, de impor para todos o que é o melhor, o que é o mais bonito.
A música de Tom Zé enfatiza de forma crítica e ao mesmo tempo satírica um pouco disso que eu falei. Ele coloca através de números suas emoções, as coisas boas e ruins que acontecem ou que ele tem que engolir de alguma forma e no seu dia a dia.

“Títulos protestados, 7
Impulsos de medo, 1.106
Sintomas neuróticos, 36
Horas semanais de catequização pela TV, 16
(...)
Impulsos de amor, de amor, 3
Propaganda consumida, 1.106
Alegrias, alegriazinhas espontâneas, 2
Idas ao banheiro para atividades diversas, 36”

            A música critica também o estresse generalizado, o medo do que se vê na TV, do que ocorre na rua, no trânsito. Neurose por tudo. Está se tornando algo normal ser estressado. O que me chama atenção é que às vezes parece haver competição em torno disso, “Ah, mas o meu trabalho é muito pior.”, “Os meus problemas são bem maiores.”. Estão querendo medir até estresse! Por quê?! Será que a tranquilidade é algo inalcansável?! Será que existe ainda tranqüilidade? E a felicidade? Cada vez mais nos vendem felicidade, nos fazem engolir inúmeras propagandas, nos mostram que felicidade é correr ao ar livre por um gramado num dia de sol com a família, usando qualquer merda que eles queiram vender. Eu quero minhas alegriazinhas espontâneas, por menos que sejam, mas que são muito mais sinceras que qualquer outro tipo de felicidade comercial. Quero saber separar o que me faz bem e o que me faz mal. Quero ter um tempo pra mim, pra sossegar, refletir, se desligar de tudo, é importante pra alma e pra mente.
            Mas voltando pra música, Tom Zé relata que o tempo previsto de vida para um cidadão seria 600 mil horas de vida e a partir daí ele vai destacando problemas comuns em nosso dia a dia como o “consumo de alimentos envenenados, refrigerantes, remédios e enlatados”, o “desgosto que se padece naquela fila do INSS”, além de todos os desejos não correspondidos e todos os medos freqüentes. E a cada vez que ele descreve um desses problemas ele fecha a frase com “1125 horas”, que seria um abatimento dessas 600 mil horas de vida. E deixo então o Tom Zé finalizar esse texto com o que restou da música:

Abate aqui
Abate ali
Abate isto
Abate aquilo
E jaz pela cidade
Um zumbi sem sepultura
Classificado, numerado
É o cidadão bem comportado”

            Demais a música! Confere aí:

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Carcamano!

No último fim de semana fui agraciado com um belo e aguardado presente. Bem aguardado por sinal, hehe. Meu primo, Bira, presenteou minha família com três Cd's do primeiro disco de sua banda Carcamano que se chama Omertà. Eu já me apossei de um. Música boa e de muita qualidade.

Aí vai um clipe da música "O Último" pra quem quiser curtir:



Vale a pena conferir também outras músicas no http://www.myspace.com/carcamanoficial

Recomendo!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O eterno número 1!

Lendo um site de esportes, vejo a notícia que dizia que no dia 3 de dezembro de 2000, há 10 anos Guga se tornava o número 1 do mundo.
Eu poderia estar aqui citando Fittipaldi, Senna, Oscar e outros atletas que marcaram seus nomes na história do esporte nacional, não só como atletas, mas como ídolos. Mas eu prefiro aqui falar sobre um sujeito que eu pude ver ao vivo, que eu pude acompanhar sua ascensão, e que sempre se mostrou uma figura humilde e carismática.
Guga... Catarinense. Acho que essa ligação de apelido e de estado fez com que o pequeno Guga admirasse ainda mais o que esse grande tenista fazia dentro de quadra. A única e crucial diferença era o time pelo qual torcíamos, mas aí convenhamos que ninguém é perfeito.
Mas voltando ao assunto, após ler algumas das matérias que estão sendo publicadas em homenagem a essa data, eu me senti obrigado a assistir vídeos daquele dia e daquelas partidas. Foi realmente de arrepiar. Simplesmente comecei a lembrar daquelas tardes, manhãs, às vezes madrugadas em que a família se reunia só pra assistir aquele magrelo cabeludo representando o Brasil. E representando muito bem.
Só venho aqui prestar mais essa homenagem ao grande tenista e grande pessoa que é. Com uma história de vida marcada por perdas na infância e glórias na sua carreira profissional. É realmente um orgulho pro Brasil. Pela sua determinação, vontade e dedicação pelo esporte e pelo país que ama.
Sem mais... estou sentimental demais pra escrever. Hehe. Deixo aí um vídeo da vitória na semi-final do Master Cup 2000 em Lisboa do Guga sobre o monstro Pete Sampras, que, por incrível que pareça, eu, assistindo novamente, comemorei cada ponto como se fosse ao vivo.




E outro vídeo que mostra o Guga no seu discurso de despedida, esse aí é pra chorar. Emocionante.



Valeu Guga! Pra sempre o número 1!