segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Music for Everyone! (Parte 2)

Nos meus momentos de ócio criativo fiz mais uma releitura de uma música que eu curto muito. É a música “A horse with no name” da banda britânica América.
A música descreve uma viagem pelo deserto em direção ao oceano. E nessa viagem, longe de tudo e todos, o narrador consegue perceber as coisas de outra maneira. Ele passa a valorizar toda a forma de vida, coisa que nós, com a agitação do cotidiano, dificilmente temos tempo para fazer. Mas quando temos, geralmente, nos encantamos.
Certamente o mundo seria melhor se cada um parasse por cinco minutos a cada dia e percebesse o mundo a sua volta e refletisse sobre si mesmo. Cinco minutos num deserto, só você e você. Certamente você perceberia que o oceano não é tão distante, que os problemas não são tão complexos, que a vida não é tão difícil. Cinco minutos. Nem que seja para ouvir essa música.



quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Rock in Rio!!

Sábado, 24/09/2011 foi o dia. Com os planos sendo feitos desde o ano passado, eu e minha irmã Munike realizamos o desejo de assistir ao Rock in Rio. E foi demais. Estrutura impecável, diversas opções de entretenimento e um clima de alegria que contagiava qualquer um. Valeu muito a pena.
            Quando entramos na Cidade do Rock, às 14h, depois de 2 horas esperando os portões se abrirem, foi que a ficha caiu. Todas as fotos vistas anteriormente não se comparavam com aquela visão ao vivo. Fascinante o local.
            Fascinante também foi o show de Nação Zumbi com Tulipa Ruiz no palco Sunset. Por parte da Nação eu já esperava um grande espetáculo e em relação à Tulipa Ruiz foi uma grande surpresa. Mulher com uma voz afiada e que casou muito bem com o som da Nação. Combinação certeira. E além do mais, vista privilegiada em frente ao palco e camisa do Tigre pro alto. Grande show.
            Enquanto no chão os pés não paravam de pular, no céu as nuvens pretas se movimentavam. A chuva resolveu participar também. Nada que estragasse o dia. Algumas pancadas rápidas serviram pra refrescar a galera que prontamente sacou suas capas de chuva. Cena curiosa.
            Quanto mais a hora passava, mais gente adentrava ao recinto. Na hora dos shows principais, no Palco Mundo, ficamos num lugar razoavelmente bom, a uma média distância do palco. E que absurdo era aquele palco. Perdi totalmente a noção de espaço e tamanho. Só me toquei o quão grande era aquilo quando as bandas entraram parecendo uns bonequinhos tocando.
            Em relação aos shows, destaque pra Stone Sour e Red Hot Chili Peppers. Mas o que eu mais gostei foi o do Capital Inicial. A interação do Dinho com o público foi demais. Ele soube conduzir o show de maneira fantástica, fazendo a galera participar constantemente. Além de tocar só clássicos.  
          3h da manhã encerrava o show do RHCP e acabava a magia. Mas já há a promessa do Rock in Rio começar a acontecer de dois em dois anos. Pretendo futuramente estar presente novamente. E recomendo a todos, pelo menos uma vez na vida, participar de um evento como esse.
Até mais!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Pra refletir

"Não é justo querer ver o mundo do próximo com nossos olhos."

sábado, 20 de agosto de 2011

Se o rádio não toca... (Parte 3)

Existem músicas em que criamos tanta identificação que por um instante chegamos a se perguntar “Porque não tive essa ideia antes?”, ou até para os mais ambiciosos é aquela sensação de querer ter sido o compositor daquela letra. Comigo é assim, há músicas que retratam de forma bem clara algo que sinto ou penso. Muitas vezes servem até de apoio para aprimorar e desenvolver de forma mais objetiva certas ideias.
            Ouvindo uma música da banda Móveis Coloniais de Acaju, chamada “Cego”, começava a ter algumas ideias pulsantes na minha cabeça. E volta e meia essa música voltava a ecoar nos meus pensamentos. Eu parava e lia a letra. E mais ideias surgiam. E de repente eu percebi que a letra pode ser vista de diversas formas. Ela é tão subjetiva que, talvez, seja exatamente essa mensagem que ela queira passar: Como a gente enxerga o mundo? Como percebemos as coisas ao nosso redor? O que eu enxergo é o mesmo que você?        
            Existem tantas formas de entender o mundo, porque seria diferente com essa música?
            A música traz questionamentos de um cego sobre o que realmente é o certo, se é que existe o certo. Será que o que eu enxergo é mesmo o que é? Quantas vezes você fecha os olhos para coisas erradas? Será que você percebe mesmo o que está acontecendo?!

Eis a letra:

Quando vi, parado ali,
um cego a se questionar porque
não via só a luz do sol
como a cor do céu.

Direcionou o olhar a mim
quando evitava o encontro ao seu.
E com tristeza no falar
também me perguntou:
"Será mesmo, realmente
amarelo o sol, e azul o céu.
Por que não ser lilás, vermelho
Ou quem sabe seja apenas som?"

Agoniado ao pensar
no que o cego estava a falar
Olhos azuis a escurecer
Meu Deus, o que vai ser?

Sentei, chorei e compreendi
que não havia só um cego ali
E perturbado ao dizer,
escute aí você:
"Quem é que não enxerga aqui?
Será eu ou você que não percebe?"

            Vivemos tão focado no nosso mundinho, em nossas verdades, que nos esquecemos de parar e fazer questões simples como essas. Abrir a mente para coisas novas, para novas ideias. Surpreender-se mais com o mundo. Deixar de lado o orgulho e a prepotência. Só assim estaremos mais dispostos a perceber e corrigir nossos erros. Além disso, ao compreender que cada um tem uma visão do mundo diferente da sua, você passará a tratar a sua opinião não mais como uma verdade absoluta, mas sim uma verdade subjetiva. Como diria Raul – pra não perder o costume – “Que o mel é doce, é coisa que me nego a afirmar. Mas que parece doce, eu afirmo plenamente”.
            Enfim, acredito que acima de tudo é necessário tentar ao máximo quebrar qualquer paradigma e verdade, e ser mais questionador. Não adianta fechar os olhos pra certos problemas que envolvem a sociedade. Nós somos a sociedade! É problema de todos. Cabe a nós solucioná-los. Mas, vivemos percebendo coisas tão irrelevantes a nossa volta, que acabamos perdendo o dom de questionar. E as perguntas acabam sendo as erradas. E o foco acaba sendo outro. E o problema maior acaba não sendo resolvido. E cá estamos sendo indagados, “Quem é que não enxerga aqui? Será eu ou você que não percebe?".

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Camisa FC (Parte 3)


A camisa da vez é do time inglês Cambridge United. Por mais incrível que possa parecer o símbolo do clube é esse mesmo da foto ao lado. É fácil perceber que no Brasil esse time seria motivo de piada, trocadilhos e tudo o mais. “Esse time é um c*”, “Desse time só deve sair m*”, e tantos outros que a criatividade popular não perdoaria. Na Inglaterra esse time não sofre com esse problema em específico, talvez o problema maior esteja dentro das quatro linhas.
A cidade de Cambridge, conhecida como uma cidade universitária, devido as grandes instituições de ensino, parece não ser destinada a ensinar o futebol. Esse modesto clube foi fundado em 1912 como Abbey United, só se profissionalizou em 1949 e em 1951 veio a se chamar Cambridge United.
É de se notar que essa camisa carrega as mesmas cores do meu querido Criciúma, mas existem outras coincidências entre esses dois times. Ambos viveram sua época áurea nos finais dos anos 80 e início dos anos 90, lógico que em proporções diferentes. O United conseguiu resultados extraordinários chegando até as quartas-de-final da FA Cup, um dos principais torneios da Inglaterra, por duas vezes seguidas, nas temporadas de 1989-90 e 1990-91. E no mesmo ano em que o Tigre se sagrava campeão nacional pela primeira vez, o United fazia o mesmo pelos campos ingleses. Enquanto o Criciúma levantava a taça da Copa do Brasil, o Cambridge comemorava o título da 3ª Divisão Inglesa.
Esse foi o auge do The U’s, que a partir de então não conseguiu mais ter o mesmo sucesso. Passou por problemas financeiros e atualmente se prepara para a disputa da Blue Square BET Premier, ou pra quem preferir, a 5ª Divisão da Inglaterra.


Essa postagem é dedicada a minha irmã Munike, minha maior fornecedora de camisas. Enquanto fazia intercâmbio na cidade de Cambridge, conseguiu comprar essa bela e rara camisa. Valeu Nike!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Causos Tricolores (Parte 3)


Vamos voltar pouco mais de três anos. O dia era 02/08/2008. Excursão rumo a São Paulo. Toda a família no ônibus, desde o priminho até a vó, além, é claro, dos guerreiros que estão sempre juntos acompanhando o Tigre. O adversário: o Corinthians (É Curíntia, Mano!).
O fato mais curioso foi na hora de ir ao estádio. O jogo válido pela Série B, iria acontecer no Pacaembu, com início às 16h. Saímos por volta das 14:30h em direção ao campo, porém tivemos um contratempo nesse trajeto. Chegou num ponto em que o ônibus não conseguia passar por debaixo de um viaduto, o que impossibilitaria do mesmo chegar até o estádio. O único jeito era ir caminhando. 
Era um dia agradável. Tinha sol e pouco vento. Nós, com a camisa do Tigre, tivemos de ir com casacos por cima para evitar confusão. Lá fomos nós. Segundo o que um policial nos informou, o trajeto daria cerca de dois quilômetros. Mas que quilômetro mais grande esse de São Paulo! Não chegava nunca. E aí já eram por volta de 15:15h, 15:30h. E quanto mais a gente andava, mais torcedor do Corinthians aparecia. E de repente a gente se viu andando no meio deles. Todos com a camisa do Corinthians e nós encasacados, escondendo o manto sagrado tricolor, como se aqueles casacos fossem nossos coletes a prova de bala, com eles estaríamos a salvo. O momento de mais apreensão foi quando um corintiano abordou a minha tia e pediu pra ela tirar a camisa do meu primo, que tinha por volta de seis anos na época, só pelo fato de ela ser verde, uma cor não muito querida por aquelas bandas. Fico imaginando o que seria de nós sem aqueles casacos. Sempre tem um sem noção. 
Mas enfim, chegamos ao estádio, tudo tranquilo. Compramos os ingressos, adentramos no recinto e nos libertamos dos “coletes”. Ali era nossa área, ali poderíamos gritar a vontade, demonstrar todo nosso amor pelo Tigre. Foi um jogo empolgante, apesar do 0x0 no placar final. O Criciúma fez uma boa partida, muito atípico do que apresentou no resto do campeonato e conseguiu sair de lá com um pontinho. Já nós, saímos com a experiência de caminhar por entre espinhos, nadar ao lado de tubarões, atravessar um rio cheio de jacarés. Não é nada disso. Foi só uma caminhada no meio da torcida do Corinthians. Tranquilinho, tranquilinho.
Segue abaixo algumas fotos.

                    
A diretoria a caminho de São Paulo

 Passinhos, Thicos e eu

 Entrada dos times no Pacaembu

Dalhe Tigre!!

Parceirão de estrada!

Aguardem que tem muito mais ainda!

sábado, 9 de julho de 2011

ôÔôÔ a Laranja voltou!

Hoje foi o dia da consagração do time da Laranja Mecânica!
Não há palavras para descrever a felicidade que essa conquista me trouxe!
A Laranja foi fundada em 2006 por um grupo de amigos, e depois de uns 3 anos de jogos amistosos, a Laranja deu uma estagnada no número de partidas. Com a maioria dos integrantes do time morando fora de Criciúma, acabava sendo um sacrifício juntar todos os jogadores para disputar uma simples partida. Mas hoje foi diferente. Hoje era o dia!
O time esteve presente em massa, com todos os seus atletas do time inicial: Rosso, Alessandro, Anderson, eu, Marcos, João Guilherme, Leandro, Gustavo, Guilherme, além dos reforços de Rodrigo e Tiago Westrup, e do comando de Thiago Morceguinho.
Mesmo com o tempo sem jogar juntos, a forma física já não tão boa como antigamente, o time conseguiu na raça, na união conquistar o vice-campeonato.

Parabéns para todos nós! Parabéns Laranja!



É mais que um time, é uma família!