segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Valeu Tigrão!

Nas alegrias e nas tristezas, sempre foi uma necessidade te acompanhar. Me preocupava a situação em que você estava se metendo. Mas o futebol é cíclico, já estivemos por cima, já chegamos quase no fundo do poço, mas hoje vislumbramos um futuro promissor. Valeu mesmo, meu Tigre! O amor que eu sinto por você é pra sempre e em todas os momentos.



Agora é rumo a série A!!!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Aonde vamos parar?

O que aconteceu com a propaganda política? Eu estou vendo errado ou nas propagandas da Dilma só se ouve sobre o Serra e nas do Serra só se fala em Dilma.
            Quem não presta atenção deve estranhar, pois começa assim “Serra isso, Serra aquilo... Vote Dilma!” ou então “Dilma... Dilma... Dilma... Vote Serra 45!”.
            Será que eu sou tão jovem assim e não entendo de política ou será que essa é a eleição em que menos se debateu propostas e questões sociais?
            Eu penso que os nossos futuros presidentes deveriam ter um mínimo de elegância e educação e serem exemplos para todos. Deveriam falar de coisas que realmente importam. Abaixaram demais o nível. Ficam lá os dois se atingindo. Chega a ser ridículo.
            Porque ninguém se agigante derrubando o outro, pelo contrário, pra mim é tão fraco quanto o atingido. Quem é bom, se ergue por si só, por suas próprias forças e palavras e na minha humilde opinião está faltando muito pra esses candidatos merecerem algo tão grande quanto a presidência do nosso país.
            Além disso, essa briga pelo poder de forma tão intensa e até violenta, me desanima. Se pudéssemos eliminar todo tipo de partido, todo tipo de divisão, em prol de algo maior seria magnífico. Outros já sonharam isso, e realmente não passa de um sonho, pois a ganância e a ânsia pelo poder são mais forte que o homem. Infelizmente.

sábado, 16 de outubro de 2010

Lembrando os Heróis do Passado!



Como pode a gente se emocionar e sentir saudades do que nunca vivenciamos? Não sei como, mas foi o que senti hoje ao simplesmente acompanhar pelo rádio a partida entre o time do Criciúma campeão da Copa do Brasil contra os Masters do Internacional de Porto Alegre em comemoração aos 55 anos do Majestoso Estádio Heriberto Hulse.
Infelizmente não pude estar presente para assistir os nossos heróis, que tanto ouvi falar desde pequeno com histórias contadas pelo meu pai. Aliás, só tenho a agradecer meu pai que tanto me influenciou a acompanhar e amar esse time.
            É gratificante ver a identificação que esses jogadores tem com o Tigre, e mais bonito ainda ver que enfim conseguimos reunir a maioria deles nessa grande festa.
            Há a promessa que ano que vem teremos outro jogo, em comemoração aos 20 anos do título da Copa do Brasil, e dessa vez espero estar presente.
            Enfim, o clima no HH é o melhor de todos e espero que contagie os nossos atuais jogadores para conseguir mais um feito na semana que vem contra o Macaé. Pois o hino já diz que além de lembrar os heróis do passado, esse time é “predestinado a um presente e futuro de glórias”.
            Pra cima deles Tigrão!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Viva!

Existe algo mais sincero que um sorriso infantil? Há algo mais cativante e inspirador que o olhar distante, vago e puro de uma criança? São momentos como esses que me fazem acreditar que o mundo possa mudar para melhor.
Infelizmente muitas pessoas deixam de alimentar as crianças que carregam dentro de si. Alimentam somente seu ego, seu ceticismo, seus problemas e esquecem de dar valor as coisas simples e boas que a vida tem a oferecer. Os detalhes minuciosos que o olhar infantil não deixa escapar e que fazem muita diferença.
Vejo o mundo cada vez mais chato e politicamente correto. Pura hipocrisia! As pessoas querendo cada vez mais regrar a vida dos outros, cada vez mais se preocupando com coisas irrelevantes e se esquecendo de viver, de brincar, curtir e sentir prazer no que a vida nos dá.
Viva o hoje, olhando pro futuro e relembrando o passado! Leve a vida de forma equilibrada sempre! Sejamos mais crianças! Sorríamos mais!

            Bom dia a todos!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sobe?!

-Bom dia!
-Opa!
-Que tempinho, ein?!
-Pois então...
    *Tlin*
-Tchau!
-Até mais!

          Nós, seres humanos comuns, não sabemos de fato como se portar dentro do elevador. É realmente algo mágico e estranho. Bate aquela sensação imediata de se calar e esperar apreensivo a luz acender no número do andar desejado.
         Quando não se calamos, o assunto ouvido dentro dessa misteriosa caixa metálica é o tempo. Bendito seja o criador do dia chuvoso, do dia ensolarado, dos dias de "tempo louco". O que seria de nós sem esses preciosos assuntos?!

- Tempo estranho, né?

- Ufa! Calorão ein!

- Essa chuvinha é boa pra ficar dormindo!

          Assuntos curtos, mas que duram o tempo suficiente até chegar ao seu destino, deixando a situação menos embaraçosa e mais sociável.
          Porém, nem tudo é um mar de rosas! Maldito dia em que você encontra duas vezes a mesma pessoa neste recinto. Você fica pensando "Putz! De novo ele! O que dizer agora?! Vejamos: tempo, chuva... Meu Deus! Esgotaram-se os assuntos!". Nesse instante ou você é salvo pela perua do 403 que entra com seu poodle reclamando que o tempo vai acabar com seu cabelo, ou você estará sujeito ao seu pior pesadelo. Os segundos passam como se fossem horas, seus olhos fixos nos números dos andares deixam transparecer certa agonia. E o alívio só vem na despedida, com o começo para uma nova vida.
          Digo isso com propriedade, quem passou por essa tortura encara a vida de outra maneira. Agora, além de analisar o tempo, começa a dar uma conferida no caderno de esportes também!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Descascando a Laranja Mecânica

A obra Laranja Mecânica, escrita em 1962 por Anthony Burgess, traz consigo uma originalidade e um brilhantismo sem igual. Nesse livro, Burgess retrata uma Inglaterra futurista infestada de gangues e violência. E é nesses pontos que a Laranja Mecânica se destaca de outras ficções científicas, pois aproxima de uma realidade bastante perceptível para o leitor.
Ao ler a obra, é inevitável não se surpreender com o protagonista Alex. O jovem conta sua história de maneira bem informal, aproximando ainda mais o leitor do livro, deixando-o, praticamente, íntimo de Alex.
Alex, de fato, é um jovem muito controverso e altamente complexo. Tem os princípios de um revolucionário, louco, gênio, mas para o Estado ele é só mais um perturbador da ordem e para a sociedade não passa de um jovem mal educado e ingrato aos pais. Na verdade, Alex é mais um que não se encaixou na sociedade, não compreendeu as regras ou simplesmente ignorou-as. Como diria Raul Seixas “Ninguém é igual. Mas a civilização, através dos séculos, não respeitou a integridade do homem, criando leis absolutas e tentando impor uma vontade comum a todos. Isso é a mesma coisa que entrar numa sapataria e mandar o sujeito só vender um número de calçado, sem respeitar aqueles que possuem os pés menores. E se o sapato escolhido não cabe em nossos pés, nós somos de qualquer forma obrigados a usá-lo. E usamos.”. Nesse caso, Alex preferiu não usar, e “descalço” levou sua adolescência à sua maneira, fazendo o que lhe agradava e não se importando com o resto da sociedade, que, segundo o nosso protagonista, não dava a mínima para ele também.
Alex demonstrava um gosto refinado para música, diferente de seus druguis (amigos) e outros adolescentes. Apreciava música clássica, em especial Ludwig Van Beethoven. Além disso, tinha o dom de liderar. Sua inteligência e força o credenciavam como o líder de sua gangue. E por menor que seja seu grupo de comando, sempre haverá aquele que vai querer derrubar esse líder. Com Alex não foi diferente, traído pelos seus amigos, o jovem acaba preso, retratando assim a ânsia do homem pelo poder ou então a agonia do homem em ser comandado.
Na visão do The New York Times, a Laranja Mecânica é “uma sátira brutal das distorções das mentes individuais e coletivas”. Qual a real natureza do ser humano? Porque é tão mais fácil pensar numa coisa ruim do que o contrário? Será que só fazemos o que é certo por causa das leis que nos regem? Afinal, quem disse o que é certo? O que é certo? No livro conseguimos analisar de uma maneira bem chocante, assim como nas nossas vidas, a pressão constante sobre as pessoas, o estresse generalizado, o desejo de vingança e a capacidade de guardar rancor e ódio que cada ser humano tem.
Laranja Mecânica.O título por si só já é algo bastante impactante e de forma que ao ler a história pode ser interpretado de diversas maneiras. Quando Alex é preso e passa por um processo de “lavagem cerebral” a partir de substâncias injetadas e outros meios de alienação terapêutica realizadas pelo Governo, o jovem é então impedido de escolhas éticas como o bem e o mal, o certo e o errado, pois todas suas atitudes tinham de ser boas ou então seu próprio corpo reagia de forma negativa consigo mesmo, sentindo dores e enjôos. Para o Estado o método foi uma maravilha, pois não importa o que você pensa, quais seus desejos, desde que esses não se manifestem. Trazendo para a nossa realidade, vemos as pessoas assim também, tantos desejos e revoltas que ficam guardadas, mas não às manifestamos, muitas vezes para não se incomodar, manter um pouco de tranqüilidade em nossas vidas, fruto da grande alienação que fizeram conosco. Como uma laranjeira dando sempre frutos iguais, nem um pouco mais doce, nem mais amargo, todos mecanizados. Laranjas mecânicas.
Enfim, Laranja Mecânica por si só é espetacular devido a grande variedade de interpretações. Sua leitura é muito subjetiva e cada um guarda pra si o que conseguiu chupar dessa Laranja. Temas impactantes, polêmicos e controversos são retratados nessa obra-prima de Anthony Burgess, que apesar do tempo continua tão atual como nunca.
Recomendo!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Educação pra que?

            Acompanhei mais um debate e novamente me decepcionei quando os candidatos falam sobre educação. Toda vez que tocam nesse assunto, eles prometem mais universidades, mais cursos profissionalizantes, mais escolas técnicas. Mas de que adianta?
Votaria no primeiro candidato que se comprometesse a investir prioritariamente na educação básica, pois é a partir daí que se formarão cidadãos, é a partir de escolas públicas de qualidade que oportunidades se abrirão para qualquer brasileiro. Consequentemente, o investimento na educação, refletiria em números mais satisfatórios na segurança e na saúde, pois tudo está, de certa forma, interligado.
            Citarei o exemplo do Japão, que depois da 2ª Guerra Mundial, visivelmente destruído, se recuperou e é o que é porque investiu e continua investindo na educação. Segundo a professora Loretana Paolieri Pancera, que dirige a União Educacional Brasil-Japão, e que teve a oportunidade de observar de perto a realidade oriental, lá os japoneses encaram a educação de forma série. Lá as crianças vão para o jardim de infância orientadas pela família a estudar e já criam uma responsabilidade e uma consciência da importância que a educação vai fazer para o futuro dela. Como ela diz “para eles, a educação representa tudo na vida. Sem educação não há emprego, não há um futuro que lhe garanta alguma segurança.”, além disso, ela cita que “no Japão, a única pessoa para qual o imperador levanta para cumprimentar é o professor”.
            Mas porque não se investe na educação? Primeiro porque é um processo demorado e contínuo e por isso o governo prefere dar “esmola” pra população, resolvendo o problema com bolsas e políticas sem futuro que não retiram o mal do Brasil pela raiz. Além disso, é por causa dessas “esmolas” que o governo Lula tem tanta aprovação. Porque o povo se contenta com isso. E provavelmente não vai mudar com Dilma, porque as “esmolas” continuarão, mantendo a situação educacional do país inerte.
            Desse jeito, o Brasil continuará sendo o país do futuro, pois sem educação jamais será o país do presente!